Amo meus amigos, ainda mais porque vem de situações que acabo
vivendo com eles a inspiração para poder escrever! Desta vez não
foi diferente. Uma amiga me diz que saiu com um cara, super
inteligente, fofo, e o melhor de tudo, uma verdadeira máquina de
sexo, não pela quantidade mas sim pela qualidade. Até aí tudo bem,
se não fosse ela dizer que não pode mais encontrá-lo, e que no
máximo poderiam se ver para um sexo casual, pois não podia correr o
risco de se apaixonar. Ela tinha os seus motivos para não querer, e
eu respeitei.
Mas será que realmente somos frios o suficiente para bloquearmos uma
paixão? Justo a paixão, esse sentimento tão avassalador!
Analisando por um ótica pessoal, quando me apaixonei – o que
aconteceu apenas uma vez na minha vida - eu teria deixado tudo, me
mudado para Bangladesh, se isso fosse necessário para viver o que
estava sentido, mas era uma menino, com apenas vinte e dois anos de
idade. Hoje talvez poderia ter a frieza necessária para racionalizar
no que implicaria me mudar para Bangladesh e deixaria minha paixão
partir, embora permanecesse em estado de paixão absoluta.
Se me apaixonasse novamente, com certeza vivenciaria toda a história
de forma diferente. Me colocaria em primeiro lugar. Pensaria nos prós
e contras. Melhor sofrer por uma potencial paixão não concretizada
do que catar os meus próprios cacos espalhados pelo chão, quando o
sentimento já tivesse se enraizado. A vida vai nos dando esses
escudos.
Acredito que somos capazes de racionalizar antes de deixarmos que o
sentimento nos invada, mas para isso precisamos de uma frieza que
apenas conquistamos com o tempo, com as paixões mal resolvidas do
passado. Por isso desconfio muito de quem alega que não tinha opção
porque estava apaixonado. A paixão só é cega quando é pura e
inocente, e isso só acontece quando nos apaixonamos pela primeira
vez.
A.S.
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