quarta-feira, 15 de outubro de 2014

SOBRE PAIXÕES

Amo meus amigos, ainda mais porque vem de situações que acabo vivendo com eles a inspiração para poder escrever! Desta vez não foi diferente. Uma amiga me diz que saiu com um cara, super inteligente, fofo, e o melhor de tudo, uma verdadeira máquina de sexo, não pela quantidade mas sim pela qualidade. Até aí tudo bem, se não fosse ela dizer que não pode mais encontrá-lo, e que no máximo poderiam se ver para um sexo casual, pois não podia correr o risco de se apaixonar. Ela tinha os seus motivos para não querer, e eu respeitei.
Mas será que realmente somos frios o suficiente para bloquearmos uma paixão? Justo a paixão, esse sentimento tão avassalador!
Analisando por um ótica pessoal, quando me apaixonei – o que aconteceu apenas uma vez na minha vida - eu teria deixado tudo, me mudado para Bangladesh, se isso fosse necessário para viver o que estava sentido, mas era uma menino, com apenas vinte e dois anos de idade. Hoje talvez poderia ter a frieza necessária para racionalizar no que implicaria me mudar para Bangladesh e deixaria minha paixão partir, embora permanecesse em estado de paixão absoluta.
Se me apaixonasse novamente, com certeza vivenciaria toda a história de forma diferente. Me colocaria em primeiro lugar. Pensaria nos prós e contras. Melhor sofrer por uma potencial paixão não concretizada do que catar os meus próprios cacos espalhados pelo chão, quando o sentimento já tivesse se enraizado. A vida vai nos dando esses escudos.
Acredito que somos capazes de racionalizar antes de deixarmos que o sentimento nos invada, mas para isso precisamos de uma frieza que apenas conquistamos com o tempo, com as paixões mal resolvidas do passado. Por isso desconfio muito de quem alega que não tinha opção porque estava apaixonado. A paixão só é cega quando é pura e inocente, e isso só acontece quando nos apaixonamos pela primeira vez.
A.S.


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