sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O MEU NÃO EU

Diante de certas circunstâncias nos tornamos pessoas que não reconhecemos, tomamos atitudes que dizíamos ser incapazes de fazer, magoamos pessoas que não queríamos magoar. Mas de quem é a verdadeira culpa quando tudo isso ocorre? Devemos trazer para os nossos ombros esse peso? A culpada é da própria circunstância? Ou simplesmente a culpa é do outro?
Se assumimos a responsabilidade, nos declaramos culpados e sem direito à fiança. Se dizemos que a culpa é da circunstância, seremos julgados e punidos, mas não cumpriremos a pena. Se jogamos a culpa no colo do outro, saímos impunes, pela ausência de materialidade da autoria.
Mas no que eu realmente acredito? Acredito que somos vítimas das circunstâncias. Quando uma situação é lavada ao extremo, ao limite da nossa força física e mental, não podemos nos culpar por nossas atitudes.
Se de repente você entende que sua última saída é tomar aquela medida extrema que prove que você não estava errada, que te proporcione uma nova esperança naquele relacionamento, ou mesmo que faça com que você se reconcilie com sua autoestima, você não pode se culpar. Não é justo que você se culpe. 
Nossos monstros adormecidos não são despertados por nós mesmos. Mas cabe a nós acalmá-los. E só quem sabe como fazer isso é você mesmo.

A.S.

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