Se assumimos a responsabilidade, nos declaramos culpados e sem
direito à fiança. Se dizemos que a culpa é da circunstância, seremos julgados e punidos, mas não cumpriremos a pena. Se jogamos a culpa no colo do outro,
saímos impunes, pela ausência de materialidade da autoria.
Mas no que eu realmente acredito? Acredito que somos vítimas das
circunstâncias. Quando uma situação é lavada ao extremo, ao
limite da nossa força física e mental, não podemos nos culpar por
nossas atitudes.
Se de repente você entende que sua última saída é tomar aquela
medida extrema que prove que você não estava errada, que te
proporcione uma nova esperança naquele relacionamento, ou mesmo que
faça com que você se reconcilie com sua autoestima, você não pode
se culpar. Não é justo que você se culpe.
Nossos monstros adormecidos não são despertados por nós mesmos.
Mas cabe a nós acalmá-los. E só quem sabe como fazer isso é você
mesmo.
A.S.
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