sexta-feira, 10 de outubro de 2014

AH, A IMAGINAÇÃO!

Vontade de trair. Digo trair em um relacionamento, ceder ao desejo da carne pura e simplesmente, sem perspectiva de um retorno afetivo. Todos somos capazes? Será essa uma das essências do ser humano? Um dia todos trairemos ou seremos traídos? Quando uma pessoa se pega em seu primeiro “pensamento traidor” estará ela num caminho sem volta?Mas a pergunta que talvez mais perturbe é: será que valerá a pena?
Nesse tema, como já deu para perceber, sou apenas perguntas. O medo de enveredar por algo tão obscuro me gera um grande medo, o medo da perda. Jogar para o alto anos de um relacionamento estável e feliz por um momento de prazer com misto de curiosidade.
Mas o que algumas pessoas podem estar se perguntando é, como alguém pode pensar em trair se seu atual status é “em um relacionamento feliz”? Mas é aí a raiz da questão, nem toda traição tem a ver com insatisfação no relacionamento, e além do mais a monogamia nada mais é do que uma construção social, já que no meio natural podemos contar nos dedos de uma mão - e ainda sobrariam dedos - os bichinhos que se propõe a este papel, o de homem e mulher fiel.
Se hoje me fosse indagado se seria capaz de trair, prontamente responderia que não, acontece que ainda somos fruto do meio em que vivemos, e, parafraseando Karl Marx, ninguém nasce fiel ou infiel. Mas ao mesmo tempo que entendo a monogamia como fato social, aceito a importância dela na construção do meu relacionamento e também entendo relacionamentos que não se pautam nela como pilar de sustentação.
E o mais importante nisso tudo é que hoje percebo a necessidade de controlarmos nossos desejos, alguns são tão exitantes apenas porque vivem no mundo da fantasia, e esta é uma das graças de ser humano, poder se satisfazer apenas com a imaginação.
A.S.

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