Vontade de trair. Digo
trair em um relacionamento, ceder ao desejo da carne pura e
simplesmente, sem perspectiva de um retorno afetivo. Todos somos
capazes? Será essa uma das essências do ser humano? Um dia todos
trairemos ou seremos traídos? Quando uma pessoa se pega em seu
primeiro “pensamento traidor” estará ela num caminho sem
volta?Mas a pergunta que talvez mais perturbe é: será que valerá a
pena?
Nesse tema, como já
deu para perceber, sou apenas perguntas. O medo de enveredar por algo
tão obscuro me gera um grande medo, o medo da perda. Jogar para o
alto anos de um relacionamento estável e feliz por um momento de
prazer com misto de curiosidade.
Mas o que algumas
pessoas podem estar se perguntando é, como alguém pode pensar em trair se seu atual status é “em um relacionamento feliz”? Mas é
aí a raiz da questão, nem toda traição tem a ver com insatisfação
no relacionamento, e além do mais a monogamia nada mais é do que
uma construção social, já que no meio natural podemos contar nos
dedos de uma mão - e ainda sobrariam dedos - os bichinhos que se
propõe a este papel, o de homem e mulher fiel.
Se hoje me fosse
indagado se seria capaz de trair, prontamente responderia que não,
acontece que ainda somos fruto do meio em que vivemos, e,
parafraseando Karl Marx,
ninguém nasce fiel ou infiel. Mas ao mesmo tempo que
entendo a monogamia como fato social, aceito a importância dela na
construção do meu relacionamento e também entendo relacionamentos
que não se pautam nela como pilar de sustentação.
E o mais importante
nisso tudo é que hoje percebo a necessidade de controlarmos nossos
desejos, alguns são tão exitantes apenas porque vivem no mundo da
fantasia, e esta é uma das graças de ser humano, poder se satisfazer
apenas com a imaginação.
A.S.
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