Hoje, enquanto conversava com um amigo de outro estado e em tempo
real - amo apreciar como a tecnologia evoluiu facilitando a nossa
vida -, perguntei a ele como andava a sua vida amorosa, já que ele
estava solteiro, como resposta obtive um: desisti de procurar, saí
desses sites de relacionamento, pegação e tudo mais; e eu, em um
ato para confortá-lo disse que talvez quando deixamos de procurar é
que podemos realmente encontrar.
Bom, quando terminei a conversa logo me peguei pensando se isso seria
realmente verdade. Mas a surpresa está na resposta, realmente
acredito que sim!
Não preciso citar os inúmeros exemplos que tenho de casos
verdadeiros em que o encontro se deu em um ambiente totalmente
diferente daquele destinado à azaração. Mas olhando ainda mais
para dentro do problema vejo que quando paramos de procurar,
inevitavelmente relaxamos, deixamos de dar chance a pessoas que
realmente em nada tem a ver com a gente, aquela pessoa que a gente
sente que não vai rolar, mas pela simples expectativa do “vai
que...” decidimos por tentar mais uma vez.
Quando deixamos de procurar assumimos que não estamos mais dispostos
a aceitar qualquer um, senão aquele que irá preencher os
requisitos mínimos exigidos pelo nosso coração, assumimos que
estamos bem sozinhos, que somos uma ótima companhia para nós
mesmos. Nos enchemos de nós mesmos, e nada mais atraente do que
reluzir isso aos outros.
Assim, percebo que deixar de procurar não é o fato que nos faz
encontrar aquele que por muito tempo procuramos. Deixar de procurar
é o o efeito gerado pela constatação do nosso interior de que
amadurecemos, que não iremos mais nos contentar com expectativas
vazias, e que sim, muito melhor será um vinho com amigos, um livro
interessante ou um filme na TV, do que mais um encontro no escuro. Autoconfiança talvez seja afrodisíaco.
A.S.
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