
Dificilmente passaremos por um término de relacionamento no qual não haja sofrimento, mágoas, arrependimentos, brigas, lágrimas, culpas e por aí vai. Hoje uma amiga me confidenciou que reatou um relacionamento. O término havia acontecido há 56 dias - sim, ela contou os dias e as horas - com ele alegando que precisa de um tempo sozinho.
Nesse
tempo de separação ela sempre mostrou-se disponível a reatar o
relacionamento, querendo reconquistá-lo, mas ele dizia que precisava
pensar mais. Até que em um dia ela descobriu que, na verdade, ele já
tinha um outro relacionamento. Ela criou coragem e disse que a partir
daquele momento estava tudo terminado e que ele podia seguir a vida
que escolheu. Então, repentinamente, tudo mudou, e quem
estava indisponível e precisando de um tempo, mais do que rápido
sacudiu a poeira e esqueceu os problemas.
Um
dia, esse foi o tempo que ele demorou para convencê-la de que estava
arrependido e que queria voltar. Ela, num ato que definiu como amor,
aceitou seus pedidos de perdão.
Mas
o que não tive coragem de dizer a ela foi que não acreditava que
ele reatou o relacionamento porque ainda queria estar com ela. Na
verdade, ele não tinha consciência do que estava fazendo. Quando
foi pego em flagrante na traição e no verdadeiro motivo do pedido
de tempo no relacionamento, ele, pela primeira vez, sentiu que
realmente poderia perdê-la, e num ato de puro egoísmo, ainda que um
egoísmo inconsciente, preferiu colocá-la novamente entre os seus
braços.
Sinto
como se ele tivesse tido a sensação de perder uma coisa que ele
sabia que iria fazer falta, mas que apesar da vontade de seguir em
frente, de não querer retroceder, agiu da forma mais humana
possível, não foi capaz de lidar com o seu próprio sofrimento e de
aceitar a sua verdadeira escolha.
A.S.
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