Por muito tempo cuidei de uma
plantinha sequinha num vaso, na realidade só havia mesmo uma casquinha
ressequida fincada na terra, a vida já havia partido há muito daqueles
galhinhos; mas eu tinha obrigação de molhar aquele vaso, cuidar dele mantinha a
esperança de um renascimento que, infelizmente, nunca veio. Por fim, ganhei uma
nova muda de planta e ocupei o vasinho novamente, revivendo o ciclo da
existência.
À noite, quando o relógio já
não comanda meus passos, volto a pensar naqueles momentos que passei regando e
conversando com aquela planta morta, um ato de teimosia amorosa pela vida. E
não somos todos assim, não vivemos cuidando de nossos vasinhos onde plantamos
sonhos, esperanças e muitas vezes, teimamos com alguns, na expectativa de que renasça,
que floresça, que não morra?!
Acredito que a grande lição
disso tudo é saber a hora de parar, de direcionar nossos esforços em algo novo.
É retirar o que não vive mais e fazer um novo plantio, dar lugar no vaso a uma
nova semente de esperança.
Lila Mah.
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