A gente vai crescendo e vai
aprendendo, no verniz da vida, que nem tudo pode ser dito, que é sempre bom
guardar certas opiniões lá no fundo da alma. Isso faz bem para a boa
convivência e pra saúde.
Pois bem. Seria bom, muito
bom se realmente fosse assim. Se pudéssemos segurar aquela história, aquele
comentário dentro da boca. Mas não, tem que coçar a língua, e, assim, abre-se a
boca e, segure as consequências!
O pior de tudo é ouvir um
comentário, uma história sobre os amigos - Instala-se aí um verdadeiro caos
ético – você conta ou não conta? Em que isso vai afetar a vida do outro? Vale
mesmo à pena contar? O que mesmo você tem com isso? - Então você decide não
contar. Mas a danada da história fica lá no cantinho da mente. Ronronando pra
você. Rindo da sua paz, debochando descaradamente da sua boa intenção. Até que
um dia, num momentâneo vacilo, ela pula da sua boca e você se vê jogando a
conversa toda no colo do outro. Você o narrador da história toda e seus personagens.
Por mais que tenha a absoluta certeza de que seu ato foi por amizade e até
inocente, você se corrói por dentro. Você o fogo da fogueira. Você a lenha
estalando. Você o mensageiro da discórdia.
Portanto, quando aquela
história alheia ficar martelando em sua cabeça, queimando em sua boca,
lembre-se daquele provérbio chinês “A palavra é prata, o silêncio é ouro” e
talvez, seja muito mais seguro, deixá-la dentro da segurança de seu cofre.
Lila Mah.
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