quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A PALAVRA É PRATA, O SILÊNCIO É OURO.

A gente vai crescendo e vai aprendendo, no verniz da vida, que nem tudo pode ser dito, que é sempre bom guardar certas opiniões lá no fundo da alma. Isso faz bem para a boa convivência e pra saúde.
Pois bem. Seria bom, muito bom se realmente fosse assim. Se pudéssemos segurar aquela história, aquele comentário dentro da boca. Mas não, tem que coçar a língua, e, assim, abre-se a boca e, segure as consequências! 
O pior de tudo é ouvir um comentário, uma história sobre os amigos - Instala-se aí um verdadeiro caos ético – você conta ou não conta? Em que isso vai afetar a vida do outro? Vale mesmo à pena contar? O que mesmo você tem com isso? - Então você decide não contar. Mas a danada da história fica lá no cantinho da mente. Ronronando pra você. Rindo da sua paz, debochando descaradamente da sua boa intenção. Até que um dia, num momentâneo vacilo, ela pula da sua boca e você se vê jogando a conversa toda no colo do outro. Você o narrador da história toda e seus personagens. Por mais que tenha a absoluta certeza de que seu ato foi por amizade e até inocente, você se corrói por dentro. Você o fogo da fogueira. Você a lenha estalando. Você o mensageiro da discórdia.
Portanto, quando aquela história alheia ficar martelando em sua cabeça, queimando em sua boca, lembre-se daquele provérbio chinês “A palavra é prata, o silêncio é ouro” e talvez, seja muito mais seguro, deixá-la dentro da segurança de seu cofre.
Lila Mah.

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