terça-feira, 25 de novembro de 2014

A OUTRA METADE

Como é difícil, para alguns, se apaixonar. Digo para alguns porque para outros as paixões acontecem de forma tão certa quanto o pôr-do-sol. Para essas pessoas paixões vêm e vão, e a cura de uma é o surgimento de outra.
Mas para outras pessoas tudo acontece de forma mais lenta, por vezes beirando a descrença de que este sentimento realmente exista, ou de que volte a deixá-la caminhando pelas nuvens, como faz a paixão. Deseja-se muito que ela ressurja, mas nada acontece. Por que nem todos tem a sorte de se apaixonar?
Essa pergunta me faz pensar se neste mundo superpovoado existe mesmo a cara metade de cada um. Por que algumas pessoas terminam seus dias sozinhas? Qual foi o momento em que ela desistiu de procurar? Seria isso uma opção, algumas pessoas realmente optaram por passar seus dias sem ninguém que as acompanhe?
Ainda vivo em um mundo no qual acredito que estar sozinho não é opção, e a questão maior não seria estar mal acompanhado, mas sim que cada um de nós realmente é um mundo. Um mundo de ideias, de pensamentos, de surpresas, de desilusões, de felicidade e de sofrimento. E nem sempre permitimos que esse mundo seja povoado, assim ele vive solitário, segue sua rotina de girar em torno do sol, como se não fizesse falta a ausência de vida nele.
A.S.

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