
Em certo momento
da vida todos se acalmam? O conquistador inveterado vai encontrar sua cara
metade e dedicar a ela, só a ela, seu inteiro amor? O festeiro de plantão vai
curtir a companhia de outro alguém em um sábado à noite, vendo um filme na
televisão? O viciado em paixões se contentará com um amor tranquilo? Estamos
mesmo predestinados a este fim?
O ser humano é
assim, precisa do outro para se sentir completo, mas é claro que esta regra
possui exceção. Mas não é sobre esta exceção que quero discorrer. Quero mesmo é ressaltar o quanto é
profundamente importante o momento em que passamos do estágio de procura,
quando amadurecemos e deixamos de lado alguns de nossos predicados para
podermos seguir em frente. É como retirar os sacos de areia que seguram um
balão para que ele possa voar mais alto.
Eu acredito
nisso. Acredito que a maioria de nós não procura alguém para dar as mãos e atravessar
a rua, mas sim alguém para dar as mãos e seguir pela rua, se equilibrando no
paralelepípedo, ora segurando para não cair, ora ajudando o outro a se manter
ali, como se ainda fossemos criança.
A.S.
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