terça-feira, 6 de janeiro de 2015

LIVROS, DO FIM AO PRINCÍPIO.


Quando eu era criança, esperava ansiosa meu pai ir à peixaria e trazer o peixe embrulhado no jornalo peixe era irrelevante, para mim, a riqueza estava no jornal e eu lia tudo que havia nele, geralmente eram os classificados, mas não importava, o mais interessante era poder ler algo novo; era sentir fazer parte do mundo. Aquelas paginas fedidas de peixe, eram meu portal, meu tapete mágico... por alguns momentos eu sentia a liberdade.
Quando fui para a escola, eu devorava os livros de português e história. Nunca pude entender que havia crianças que detestavam ler, e elas tinham mais oportunidades de ter um livro do que eu! Acredito que essa contestação foi a primeira sobre as diferenças de oportunidades.
Não sei por que essas lembranças vieram pousar sobre meus ombros hoje, talvez seja por conta dessas reflexões de final/inicio de ano...e, se for, desejo de bom neste novo ano que nasce, mais leitores, mais crianças famintas por livros, como eu fui, e que tenham muito mais oportunidades de leitura, e, que você, leve seu coração para passear entre as frases de um livro; procure uma livraria, uma biblioteca, folheie aquele livro que seu amigo tem em casa e deixe sua alma ser seduzida pela ideia de alguém, que mesmo momentaneamente, deixe o outro falar em você.
Lila Mah.

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